sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Problemas!!

Atrasamo dois dias porque precisamos que a ONU comunique a nossa passagem pela Austrália às autoridades deste país e isso ainda não tinha ocorrido. Mais ansiedade, mais cansaço. Aqui estou eu, no aeroporto do Galeão, no Rio, onde vou passar a noite para embarcar de manhã rumo a Buenos Aires.
O principal destino turistico da sexta economia do mundo tem um aeroporto internacional que está mais pra uma rodoviária de quinta: restaurantes que fecham às dez e meia da noite, um único hotel que cobra quatrocentos reais um pernoite (de 5 horas, no meu caso) e nenhuma alternativa por perto. Lounge, um serviço do aeroporto onde o turista tira uma soneca e toma um banho é algo de que nunca se ouviu falar por aqui. Não se paga táxi com cartão de crédito. Ninguém sabe dar uma informação que preste, apesar do colete da Infraero com a frase 'posso ajudar?" NÃO, NÃO PODE, PORQUE NÃO TEM PREPARO!  Pior que a destituição de serviços é a pobreza de espírito: vá reclamar que te mandam falar com a Presidente e te deixam indagando porque não com o bispo ou o papa? Aqui é uma bosta? Saiba que tem coisa pior no mundo!!! Pra que olhar pra frente ou pra cima, se a gente pode se comparar com o que tem de pior e achar que está bem pra caramba? Ninguém 'tem culpa' (como se a questão fosse essa!) de nada, mas ninguém sabe de nada além do próprio focinho.

Tudo isso só reforça a minha convicção de que vamos sim, fazer a Copa mais esculhambada da história. Haja samba no pé e simpatia, haja jeitinho, pra distrair o viajante de tanta incompetência e amadorismo. Não é de estranhar que o Brasil receba por ano o mesmo número de turistas que visitam... o Coliseu, em Roma! É isso aí: a sexta economia do mundo tem 8 mil km de praias, a maior floresta tropical do planeta, uma das maiores áreas úmidas, uma festa nacional que pára o País e é famosa no mundo inteiro, mas recebe o mesmo numero de turistas que um único monumento italiano!
Até quando vamos usar o ufanismo nacionalista babaca pra negar o subdesenvolvimento brasileiro?

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