sábado, 28 de janeiro de 2012

sabadão no Timor

Hoje acordei às 4 da manhã, simplesmente porque perdi o sono. Aproveitei pra me comunicar com o Brasil, troquei mensagens com Bié e Ana Euler, escrevi para  Adriana e papai pedindo ajuda com as malas. Depois fui pro aeroporto porque tinha uma mala chegando lá e não sabiam informar se era a minha ou do David, meu companheiro de viagem e infortunio. Era uma das minhas!!! A menor delas, mas deu um enorme alivio.

Depois fomos ao nosso treinamento de direção: depois de mais de vinte anos de carteira de motorista no Brasil, tive que reaprender a dirigir, porque aqui é à inglesa, do lado direito. Pra piorar, uma Toyota Hilux, duas vezes maior que meu Uno. Maior que a mioria das ruas daqui também... dirigir aqui é um exercício de paciência:  a gente vai a 30km, buzinando pro povo sair da frente, no meio da rua, salva-se quem pode e avança quem mete a cara.  Bem selvagem mesmo. Isso tudo num calor igual ao de Manaus, forte e úmido, com a gente derretendo, suada e grudada por baixo da roupa que tem que cobrir tudo, só pensando em tomar banho. Aqui na capital dá ao menos pra usar regata, mas no interior vou ter que ficar abafada mesmo.

Depois, aproveitamos para dar uma volta na cidade e almoçamos à beira mar. Em seguida, fomos encontrar os outros colegas da ONU na praia. Meus biquinis estão na mala grande, que ainda não chegou. As portuguesas usaram biquini na praia mas, comparados aos brasileiros, são pára-quedas! Me disseram que biquini brasileiro aqui vai ser uma ameaça à segurança... Será? Nem que eu tivesse o corpo da Claudia Raia! Ainda mais sem malhar, acho melhor andar bem coberta mesmo. O que estava exposto ao sol torrou na meia hora em que fiquei no mormaço. Vão longe os meus dias de rata de praia em Boa Viagem...

Fui ao supermercado tentar trocar umas coisas e comprar umas comidinhas pra deixar no quarto do hotel. O pilantra do chinês não troca e ainda diz, descarado: this is Timor! Não, não é o Timor, o povo daqui é muito simpático, prestativo, sorridente. É só um chinês bandido que veio pra cá tirar vantagem. O supermercado aqui de super não tem nada, pouquissima oferta e tudo caro, porque vem da Indonésia ou Austrália. Fazer compra aqui é uma tristeza, não dá vontade de levar nada...








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