quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

circulando por aqui

Hoje fui conhecer os arredores de Dili. Como fui alocada para o distrito eleitoral da capital, começamos as nossas atividades conhecendo o nosso terreno. Aqui, o distrito se divide em subdistritos que, por sua vez, se dividem em aldeias, denominadas "sucos". Assim, passei o dia rodando a 'região metropolitana" de Dili, se é que dá pra chamar assim. Como o Timor é um país cortado por uma cadeia de montanhas, a cidade é cercada por elas, que estão à pequena distância do mar.

A ONU nos dá carros 4 x 4 para a gente circular e logo se entende porque. As estradas são uma experiência verdadeiramente transcendental: serpenteiam estreitas montanha acima, com mais buracos que asfalto (onde este se faz presente) e estão sempre à beira do abismo. Logo a gente entende também porque o limite de velocidade é tão baixo: 35km por hora na cidade, 60km fora da cidade. Tem horas que só dá pra dirigir mesmo na segunda marcha e, apesar da vista belissima que se tem de lá de cima, cada vez que eu tentava virar o globo ocular, ouvia meu colega dizendo "olha pra frente'!! E eu  acostumada a dirigir meu pequeno Uno pelas largas vias expressas de Brasília,  aqui estou enfrentando galhardamente vias dignas de um rallie, em um carro duas vezes maior que as mesmas,  guiado à inglesa, do lado direito. Como o ser humano é adaptável!!

Depos do trânsito caótico de Dili, onde não se segue nenhumazinha sequer das regras de trânsito que todos aprendemos, começo a achar que o tráfego das cidades brasileiras não é tão mau assim. Se for voltar pra Recife, vou me sentir muito mais à vontade para dirigir depois desse 'estágio' aqui. Nada melhora  mais a perspectiva da gente do que 'um bode na sala'!

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