É fácil esquecer disso quando a gente está num quarto de hotel e sai com os colegas toda noite pra jantar, no fim de semana vai pra praia e, de noite tem uma festa cheia de meninos bonitos cercando a gente, como foi a de sábado, num bar da praia, onde os garotões sarados da Guarda Nacional Republicana, (força de elite portuguesa que amansou a contenda entre exercito e policia timorenses que se seguiu à eleição de 2007) estavam curtindo uma noite fora do quartel. Mas, basta sair da festa que a gente tem um lembrete de que estamos num país pós-guerra: moleques timorenses jogavam pedras nos carros da ONU. Vem daí a determinação pra gente não dirigir de vidro aberto - que não é nenhum sacrificio de seguir, já que aqui faz um calor opressivo e o carro tem ar condicionado. Ainda bem que eram pedrinhas, não paralelepípedos, e ninguém se machucou.
Conheci, logo que cheguei, uns policias militares de Brasilia que já estão aqui há anos, e eles empre falam que a gente não se deixe enganar pela aparência de calma, que aqui basta uma faísca e o país explode. Sei que estou 'andando na faixa' pois seguro morreu de velho e desconfiado ainda vive. Aprendi há anos atrás que procedimento de segurança a gente cumpre primeiro e questiona depois. uem não for capaz de entender isso não arrisca apenas a si, mas a quem está por perto também. O pior é que gente assim vai de encontro aos problemas, mas depois fica esperando que alguém vá la buscar. Sei que euzinha não vou me expor só por causa da prepotência alheia.
Estou querendo ir logo pro interior, porque quero um canto pra chamar de meu e estabelecer uma rotina. Ai que saudade da minha malhação, até sonhei com ela... Preciso voltar a cozinhar, porque a comida aqui está batendo na trave: o que não é muito frito é muito apimentado, passei a noite com dor de estômago, parece que engoli os alfinetes de costura!







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